segunda-feira, dezembro 28, 2009

Prefácio do Autor

No ano de 2006, pelas mãos de seu então presidente, o engenheiro Julio Fontana Neto, a MRS Logística S.A, incorporou ao seu portifólio de treinamento especializado, através da “Academia MRS”, um programa voltado para o reconhecimento histórico e memorial das ferrovias no Brasil, chamado “Raízes Ferroviárias”.

Ministrado em um único módulo de quatro horas por treinamento, o programa, ainda em curso, teve como objetivo agregar aos valores relacionados com o contexto de preparação do colaborador profissional no dia-a-dia da empresa, a partir dos elementos formadores e constituintes da MRS, identificada a sua formação memorial e histórica ferroviária, cuja trajetória tem início com o advento da Estrada de Ferro Central do Brasil (1858) e da São Paulo Railway (1865/67) (Estrada de Ferro Santos a Jundiaí).

Na trajetória histórica destas estradas de ferro, advém o surgimento de uma empresa estatal centralizadora da gestão operacional ferroviária no Brasil, a partir de um determinado período característico de nossa formação política, social e econômica, cuja sigla foi conhecida e reconhecida do meio ferroviário por cinqüenta anos como RFFSA – Rede Ferroviária Federal S.A.

A formação e consolidação da RFFSA acompanhou fases administrativas internas, cuja conceituação representa uma etapa obrigatória da exposição do “programa Raízes” em razão da cronologia linear que levou ao surgimento da MRS, esta última, , herdeira legítima do contexto histórico ferroviário, assim como as demais concessões vigentes a partir do ano de 1996.

Tais fases revelam em si etapas de identidade memorial valorosas, principalmente no tocante a pontual variedade de fases e seus elos de transição correspondentes, embora sobre um mesmo tema, de elementos relacionados com a identidade visual e gráfica da RFFSA, que permearam, não somente a grade de documentação da empresa estatal, mas, também, seus equipamentos, traduzidos por carros de passageiros, vagões, locomotivas e veículos rodoviários associados.

No tópico relacionado ao material rodante e de tração, encontramos uma verdadeira assinatura relativa a cada época em relação a estas fases, o que em cinco décadas de existência da Rede revela-nos uma interessante variedade visual, foco de raros registros fotográficos, da aplicação sobre modelos (ferreomodelismo) e ou mesmo no exercício do preservacionismo ferroviário.

Identificada esta riqueza, surgiu a idéia de reunir em uma única obra um registro detalhado sobre cada uma destas fases, no tocante unicamente ao aspecto da identidade visual. Aqui nos declinamos de ajuizamentos de valor e ou questões de ordem política. Limitamo-nos ao exercício da exposição de imagens e fotografias que traduzem as fases da RFFSA através unicamente do resgate de sua identidade visual, sem evidentemente negligenciar o comentário histórico formador.

Ao todo relacionamos quatro fases distinguidas pelo período de aplicação delas, além da intercalação do que chamamos de “subfases” ou intermediárias, de pequena, mas significativa duração. E na medida do possível e do que a pesquisa nos permitiu informar com a maior precisão possível a sua origem e sobrevida.

Com estes referenciais da chamada programação e identidade visual, estimamos resgatar uma parcela significativa do contexto histórico representativo da RFFSA, cuja forte marca e grandeza empresariais se fizeram em muitos aspectos, e neste mister eis o que procuramos identificar e reunir e uma única obra.