quarta-feira, janeiro 06, 2010

RFFSA - Volume III - Capítulo 12

R.F.F.S.A. - Fases Administrativas
Fase II - de 1969 a 1976
Capítulo 12
O símbolo da RFFSA – exemplo de perfeição estética com simplicidade de imagem

Em 1966 a RFFSA realizou um concurso entre estudantes da categoria do ensino médio e de ensino superior em Desenho Industrial, Arquitetura e Engenharia para a escolha de um símbolo que representasse a marca da empresa.

Dez anos se passaram e a identidade visual da RFFSA se limitava ao seu nome e designação, associados aos novos padrões de pintura tanto em locomotivas, quanto no material rodante em geral.

O concurso atraiu o interesse dos estudantes destas carreiras e nada menos do que 300 participantes concorreram com suas pranchetas e propostas para representar o novo símbolo da empresa ferroviária nacional de maior expressão à época, oferecendo-se ao primeiro lugar um prêmio de Cr$300,00 (trezentos cruzeiros), além, claro, da adoção imediata da nova marca em todos os elementos visuais da RFFSA.

Com efeito o concurso teve o seu resultado divulgado rapidamente e a vencedora foi uma aluna do curso de arquitetura pela Universidade Mackenzie, do primeiro período apenas do curso. Seu nome: Leiko Hama.

Leiko Hama, que se apresentou com o pseudônimo de “Zu”, concorreu com uma proposta simples mas marcante e que segundo a comissão julgadora da época (formada por profissionais da RFFSA e convidados) resultou, “em uma imagem bastante feliz(...)” (sic), que transmitia clara noção de dinamismo e rápida identificação.

De origem nipônica, Leiko foi agraciada com o primeiro lugar , ladeada pelos demais participantes que conquistaram o segundo e terceiro lugares, cujo destaque também foi merecedor de registro. O segundo lugar ficou com o então aluno do curso de Desenho Industrial Joaquim Redig de Campos, da ESDI – Escola Superior de Desenho Industrial, no Rio de Janeiro, RJ, com o seu “cruzamento ferroviário” e Arthur Carlos Messina, da faculdade de Engenharia Mackenzie,com a adaptação de uma letra “R” a partir do perfil de um trilho, conquistou o terceiro lugar.

O concurso teve um apelo de aproximação de jovens estudantes com a empresa e o resultado foi realmente muito positivo.

A partir dos anos 70 a marca desenhada pela arquiteta Leiko Hama para a RFFSA seria responsável pela definitiva identidade da empresa, até os dias atuais.


A arquiteta Leiko Hama, então estudante do curso na Universidade Mackenzie, de São Paulo, SP, posa ao lado de sua prancha de desenho com o esboço final daquela que se tornaria uma das marcas mais conhecidas da sociedade brasileira, em relação às ferrovias. Ao lado se seus colegas Joaquim Redig (ESDI - RJ ) e Arthur Messina ( Escola de Engenharia da Mackenzie, SP), respectivamente, segundo e terceiro lugares. Uma pergunta surge: seria plausível que o símbolo da Fepasa - Ferrovia Paulista S.A., que apareceria mais de uma década depois, encontrasse inspiração no modelo desenvolvido pelo desenhista industrial e atual professor a ESDI, Joaquim Redig (abaixo)?