quarta-feira, janeiro 06, 2010

RFFSA - Volume III - Capítulo 13

R.F.F.S.A. - Fases Administrativas
Fase II - de 1969 a 1976
Capítulo 13
O “simbolismo” da RFFSA e a nova empresa


Com a sua marca definida em razão de uma proposta de identidade visual, a RFFSA parecia aos poucos deixar para trás a imagem de uma empresa burocrática aglutinadora de culturas diferenciadas e conflitantes entre si, para assumir um papel executivo com propostas assaz modernas para a sua época e fundamentação.

A partir dos anos 70 o regime de governo brasileiro intensificou uma atitude de retomada a qualquer custo do crescimento econômico e social do país, buscando tornar o Brasil verdadeira potência entre os países ricos e desenvolvidos do ocidente.

Com forte influência americana e européia, o Brasil buscava freneticamente despontar no horizonte dos países fora do círculo do subdesenvolvimento e, claro, para isto o foco sobre suas empresas estatais estratégicas era fundamental.

A “Revista Refesa”, que surgiu no já distante ano de 1960, tornara-se um veículo eficaz e ufanista das realizações da empresa, principalmente nos anos 70 quando o foco era intimamente associado aos méritos do governo federal.

A coleção da revista neste período permite ao seu leitor uma conclusão quase eufórica de plenitude ferroviária, exigindo assim certo cuidado na avaliação e leitura deste periódico que não deixava de sinalizar um verdadeiro mundo perfeito.

Mas feita a devida análise crítica, não estamos tampouco diante de ficção de qualquer natureza. Grandes e determinantes realizações ferroviárias no âmbito nacional realmente foram colocadas em prática.
Efetivamente, a logomarca da RFFSA somente apareceria com maior força e expressão a partir de meados da década de 70, aparentemente, nesta ordem: trens metropolitanos (subúrbios), vagões e finalmente locomotivas. Apesar disto, o padrão de pintura definitivo que permaneceria por mais de três décadas ganhou o imaginário ferroviário com real expressão. O desenho das faixas em "V" e a cor identificavam de imediato a RFFSA em seus equipamentos.


Nesta ordem, as fotografias abaixo:

1) GE 2-C+C-2 ( ESCANDALOSA e não "V8 DA CENTRAL"), em clássica fotografia de capa da Revista Refesa, de 1974, passando por São Cristóvão, RJ com carros Budd. Não foi possivel identificar qual composição, se do "Santa Cruz", "Vera Cruz" ou "DP" mas CERTAMENTE não é o "Trem de Prata". Fotografia: Bassani - RFFSA. Acervo: José Emílio Buzelin.
2) Idem, Idem. A posição e o horário sugerem que pode ser o DP1. Fotografia Enciclopaedia Delta Larousse - 1974. Acervo: Ahiran Rego. Coleção: Jose Emílio Buzelin.
3) A GE 4400 "Charutão" / "Carioquinha" em São Diogo, RJ. Fotografia: José Emílio Buzelin, conforme data.
4) A Siemens 4000 "Pão de Forma" / "Bondinho", passando por São Cristóvão, RJ, tracionando uma composição Budd. Fotografia Enciclopaedia Delta Larousse - 1974. Acervo Ahiran Rego. Coleção: José Emílio Buzelin.
5) Uma Alco RS-3 no pátio da estação de Belo Horizonte, MG. Fotografia de Ramiro Nascimento. Em primeiro plano, seu filho Éder, na ocasião com apenas 6 anos de idade. Acervo: José Emílio Buzelin.
6) Trem Unidade Elétrico (TUE), Série 400, com a clássica pintura do padrão RFFSA de identidade para trens de subúrbios. Fotografia: Enciclopaedia Delta Larousse - 1974. Acervo Ahiran Rego. Coleção: José Emílio Buzelin.
7) Carro de aço carbono, fabricação Santa Matilde (ou EFCB - Horto ou Valença), com o padrão de pintura predominante ainda da primeira fase, mas que prevaleceria até meados dos anos 70. Catálogo Abifer - Associação Brasileira da Indústria Ferroviária. Acervo: José Emílio Buzelin.
8) Vagão gôndola especial para o transporte de fertilizantes, fabricado para a RFFSA - EFSJ, já como 9a. Divisão Santos a Jundiaí, na Lapa, em SP, no padrão vermelho-óxido. Fotografia: José Cardozo. Acervo Felipe Sanches / Thomas Corrêa. Coleção: Jose Emílio Buzelin.