sexta-feira, janeiro 08, 2010

RFFSA - Volume IV - Capítulo 17

R.F.F.S.A. - Fases Administrativas
Fase III - de 1976 a 1996
Capítulo 17
Sub-Fase I - 1976 a 1983
A formação e consolidação das primeiras Superintendências Regionais (sete)

A partir dos anos 80 algumas unidades integrantes das superintendências (antigas divisões operacionais) se transformaram em áreas de produção. Mas, antes, com a nova fase das SR, os equipamentos passaram a perder – embora lentamente – as designações anteriores, passando a exibir a nova inscrição designativa da superintendência de referência. Nem todas as superintendências seguiram plenamente esta nova designação, com maior destaque para a SR2, ao que nos parece, foi a regional que se empenhou melhor neste “dever de casa”. Em suma, apesar das regionais, muitos equipamentos ainda permaneciam com os padrões anteriores, sendo que curiosamente apenas em maior expressão os carros de passageiros passavam a trazer a nova designação.



Momento de passagem de um trem tracionado pela locomotiva elétrica inglesa Metropolitan-Vickers B+B, número 922, fabricada para a Rede Mineira de Viação, em 1951, ostentando já a pintura da RFFSA na fase 5ª. Divisão Centro Oeste, passando pelo cruzamento urbano nas imediações da rodoviária de Belo Horizonte, no início dos anos 60, vendo-se, ao fundo, a construção do viaduto Castelo Branco, uma das muitas melhorias viárias da época para minimizar os cruzamentos com a ferrovia no entorno da capital mineira ao longo do leito do ribeirão Arrudas. Abaixo a 915. Acervo RFFSA.






Locomotiva diesel-elétrica, modelo Macosa GM SD40-2, número 3729 em Santos Dumont, MG e, abaixo, a 3744 na estação de Belo Horizonte, MG. A SD40-2 trouxe em seu padrão de pintura a definição sobre o nome "RFFSA universal", ou seja, dali em diante as referências sobre as regionais não seriam mais exibidas nas designações. Fotografias: RFFSA. Acervo: José Emílio Buzelin.





O trem "Vera Cruz" tracionado pela Macosa GM SD40-2, chegando a Belo Horizonte, durante passagem no Ramal do Paraopeba, no início dos anos 80. Fotografia RFFSA. Acervo José Emílio Buzelin.





Pátio da estação de Belo Horizonte, MG, no final dos anos 70, vendo-se a partida de um misto, na bitola larga, entre Belo Horizonte, MG e Barra do Pirai, RJ. Fotografia RFFSA. Acervo José Emílio Buzelin. Abaixo, trem "Barreirão" entre Belo Horizonte, MG e Conselheiro Lafaiete, MG, também conhecido como "Cata-Jeca", tracionado por uma Alco RS3 e a Alco FA1 (rebocada) que por alguns anos trabalhou na região mineira, no final da década de 70 e início de 80. Fotografia de Ramiro Nascimento. Acervo: José Emílio Buzelin.



O principio da organização das regionais buscava a racionalização administrativa, que, com efeito, passava a acontecer.

Neste momento as referências históricas sobre as formadoras das superintendências sofreram maior desprezo – estavam definitivamente “enterradas” referências sobre Central, Leopoldina. Leste Brasileiro, etc. uma vez que a RFFSA era realmente uma só. E a partir deste momento temos a sutil, mas efetiva eliminação do “R.F.F.S.A.” como sigla, para se tornar uma logomarca: “RFFSA” sem pontuações, embora, naturalmente mantida a designação de “Rede Ferroviária Federal S.A..

Interessante registrar que de todas as regionais aquela que foi considerada mais “rebelde” foi a SR-4. Em seus equipamentos o nome “Santos a Jundiaí” não somente foi mantido como em alguns casos reconduzido, a exemplo do que aconteceu com as modernas locomotivas diesel-elétricas GE U20C adquiridas pela RFFSA para a SR-4 à indústria nacional, em 1981. Há o registro de pelo menos uma (a 3552) ter recebido “malcriadamente” a designação “Santos a Jundiaí”, no melhor estilo.

Também foi neste período que os carros Budd da Central perderam a sua tradicional inscrição, ganhando o dístico “R F F S A” conforme descrito no livro “Carros Budd no Brasil I – Os trens que marcaram época – Volume 1” – 2002, sendo os primeiros os reformados para a volta do trem “Vera Cruz” em 12 de dezembro de 1980.
Este período foi marcado pelo fim do chamado “governo da Revolução de 1964”, pois logo a partir de 1984, com o movimento “diretas já” e com a vitória do Dr. Tancredo de Almeida Neves no colégio eleitoral que definiu o sucessor do então general João Baptista de Figueiredo (1979 a 1984 – que sucedeu Geisel), o regime democrático se restabelecera a partir de meados dos anos 80 e com ele as transformações de sempre que afetam também à ferrovia.