sábado, janeiro 09, 2010

RFFSA - Volume IV - Capítulo 20

R.F.F.S.A - Fases Administrativas
Fase III - de 1976 a 1996
Sub-Fase III - 1987 a 1990
A criação de mais quatro Superintendências Regionais


A partir do que se convencionou chamar de período SIGO ou Pós-SIGO, a RFFSA deixava claramente para trás os vínculos históricos de suas formadoras e fazia real questão deste aspecto, no tocante principalmente à sua imagem e ações administrativas e operacionais.

Compreensível, uma vez que a identidade da RFFSA deveria estar vinculada à identidade de uma empresa única, detentora de uma posição nacional e não regional.

O SIGO foi uma ferramenta muito bem elaborada, consoante com a modernidade e a capacidade de controle operacional e de movimentação em uma empresa cujo tamanho não permitiria o acompanhamento por muito mais tempo através de boletins ou tabelas anotadas em papel. A necessidade da racionalização dos dados sobre suas operações se tornara imperativo.

Apesar das dificuldades de um cenário nacional com sérias limitações econômicas naqueles dias (não muito diferentes das atuais, embora mais acentuadas), a RFFSA se firmava ainda sem sua dimensão administrativa, bem como se valendo de sua posição estratégica em relação ao governo federal que a tratava com real atenção – dificilmente faltavam-lhe os recursos, embora, regularmente, estes fossem cada vez mais insuficientes.

O cenário da RFFSA, sucintamente no final dos anos 80 era o seguinte:

- modernização administrativa, com a introdução da ferramenta computacional;
- racionalização operacional (Sigo);
- redução dos trens de passageiros de longo e médio percurso;
- repasse operacional dos serviços metropolitanos (subúrbios) de grandes capitais para a CBTU;
- aumento da participação do transporte de carga unitário nas matrizes de produção;

Mas também algumas questões, para não dizer problemas, acenavam com a RFFSA naqueles dias. Uma delas e das mais conhecidas, a Ferrovia do Aço.

A RFFSA assumira, por determinação do Ministério dos Transportes, a missão de gerenciar e “concluir” a “Ferrovia do Aço”, concebida no final dos anos 60 e iniciada nos anos 70 para ser um corredor de movimentação da produção siderúrgica apontada potencialmente a partir do chamado Quadrilátero Siderúrgico e Mineral do Estado de Minas Gerais, para os anos 70 e 80, cujo prognóstico acontecera antes da crise de 1973.


As novas superintendências

Entrementes, a RFFSA passa por uma nova revisão administrativa, que lhe rendeu a criação de mais cinco superintendências regionais, originárias do que podemos considerar por desmembramento dentre as existentes. Na seqüência:

SR-8 – Superintendência Regional de Camposdesmembrada da SR-3 que mantinha a SP3.2 – Superintendência de Produção de Campos, que se tornou uma divisão especial: DOCAM – Divisão Operacional de Campos e em seguida elevada ao status de SR.

SR-9 – Superintendência Regional de Tubarão -
desmembrada da SR-6 que mantinha a SP6.2 – Superintendência de Produção de Tubarão, que se tornou uma divisão especial: DOTUB – Divisão Operacional de Tubarão e em seguida elevada ao status de SR.

SR-10 – Superintendência Regional Bauru -
desmembrada da SR-4 que mantinha a SP4.2 – Superintendência de Produção Noroeste ( São Paulo) .

SR-11 - Superintendência Regional de São Luiz -
desmembrada da SR-1.

SR-12 - Superintendência Regional de Fortaleza -
desmembrada da SR-1.


No conceito geral ficou evidente que a criação destas novas superintendências representava um movimento de cunho fortemente político, principalmente àquelas criadas na região nordeste, cuja origem do presidente da república era conhecida. Desta forma, passava a RFFSA a contar com 12 superintendências, todas, indistintamente, com a mesma estrutura administrativa interna.